Contra Neuro-Bobagem, por Edward Feser

Contra Neuro-Bobagem [NT1]

Cada letra escrita da palavra em português “sopa” é feita de marcações que se parecem vagamente com “s”, “o”, “p” e “a”. É claro, não segue que a palavra “sopa” é idêntica a qualquer coleção de tais marcas, ou que suas propriedades seguem as propriedades materiais de tais marcas, ou que ela possa ser explicada inteiramente em termos das propriedades materiais de tais marcas. Qualquer um que pensa no assunto sabe disto.

Para tomar emprestado um exemplo do psicólogo Jerome Kagan, “Enquanto um observador lentamente se aproxima da pintura do amanhecer no Siena feita por Claude Monet chega um momento em que a cena dissolve-se em pequenas pinceladas de cor”. Mas não segue que sua situação e qualidades como pintura se reduzem a, sobrescrevem, ou possam ser explicadas inteiramente em termos das propriedades materiais das pinceladas de cor. Qualquer um que imagina o assunto sabe disso também.

Por algum motivo, porém, quando neurocientistas descobrem alguma correlata neural deste ou daquele evento ou processo mental, uma certa espécie de materialista conclui que a identidade da, ou sobrescrição, ou redutibilidade a, ou completa explanação da mente em termos de processos neurais é tudo menos um assunto acabado, e que as reservas de não-materialistas são apenas má fé muito intelectualmente desonesta. Em uma peça aberta online recentemente para o New York Times, e numa frase apropriada, o filósofo da mente Tyler Burge critica esta tendência como “neuro-bobagem”, que produz apenas “ilusão de conhecimento”. Pois isto é tão falacioso quanto qualquer argumento paralelo sobre palavras ou obras de arte poderia ser.

Agora uma fonte de neuro-bobagem é a suposição materialista padrão mas falsa que as únicas alternativas dualísticas para uma “abordagem” naturalista da mente são ou o dualismo de substância cartesiano ou o dualismo de propriedade, com seu problema da interação de brinde. Para ter certeza, e como eu tenho notado muitas vezes, materialistas geralmente descompreendem profundamente mesmo estas formas de dualismo (ou pelo menos as formas cartesianas) e dirigem suas objeções em espantalhos toscos. [Para alguns exemplos, veja este post em Daniel Stoljar, e minha série de quatro posts sobre Paul Churchland, aqui, aqui, aqui e aqui. Para uma discussão sobre a superficialidade dos argumentos materialistas em geral, veja este post em Frank Jackson e este post sobre (o não-raso) Noam Chomsky.

Ainda assim, de um ponto de vista aristotélico-tomista (A-T), mesmo o dualismo cartesiano é um erro modernista, o “irmão malvado” do materialismo. Ele exagera a divisa entre mente e matéria, assim como o materialismo exagera a afinidade deles. (Para o A-T, muitas posições são “gêmeos malignos” neste sentido – racionalismo e empiricismo, libertarismo e socialismo, deontologia kantiana e utilitarismo, e por aí vai – cada um removendo um entendimento genuíno do modelo metafísico clássico no qual ele faz sentido e então confundindo-o com uma grotesca caricatura de si mesmo ignorando o entendimento oposto em balanceamento. Eu estive pensando em escrever um post sobre o assunto, mas ele é abordado ao menos indiretamente no The Last Superstition.)

A abordagem A-T é aquela que David Oderberg chamara “dualismo hilemórfico”. Ao contrário do dualismo cartesiano, que encara o ser humano como composto de duas substâncias, res cogitans e res extensa, dualismo hilemórfico encara o ser humano como uma substância simples. Mas ao contrário do materialismo, que tende a encarar substâncias como redutíveis a suas partes componentes e que é comprometida com uma concepção mecanicista da matéria que nega a realidade de causas formais e finais, dualismo hilemórfico é não-reducionista, e encara seres humanos, bem como todas as substâncias materiais, como compostas de forma e matéria. (A visão é não-reducionista apesar de encarar substâncias materiais como compostas de forma e matéria, porque ela não as reduz a forma e matéria. Uma árvore, por exemplo, é um composto de certo tipo de forma e matéria, mas a forma e matéria em si não podem fazer sentido à parte da árvore de quem elas formam partes metafísicas. A análise é holística.)

“Alma” nesta visão é apenas um termo técnico para o corpo vivo. E a visão é dualista, não porque afirma a existência da alma (plantas e animais não-humanos têm formas, e portanto “almas”, mas são puramente materiais) mas em vez disso porque toma seres humanos como tendo capacidades especiais que não envolvem um órgão material – a saber, suas capacidades intelectuais. Não existe nenhum “problema de interação” para o dualismo hilemórfico, porém, porque a alma não é (como o é para Descartes) uma substância distinta que precisa de algo para entrar em contato com uma substância material via causação eficiente; ela é em vez disso apenas parte de uma substância completa – a causa formal da substância, de quem a matéria compondo o corpo é a causa material. O relacionamento entre alma e corpo portanto não é como aquele de duas bolas de bilhar, uma delas fantasmagórica, que tem de encontrar uma maneira de tocar uma na outra. É mais como o relacionamento entre o formato de um triângulo e a tinta que foi usada em seu formato – dois aspectos de uma coisa, em vez de duas coisas. Ou é como o relacionamento entre o significado de uma palavra e as letras que fazem a palavra, ou o relacionamento entre o conteúdo pictórico de uma pintura e as manchas de cor que fazem a pintura. (Provavelmente a maioria de meus leitores estará familiarizada com estas ideias, mas patra aqueles que não estão, eu tenho falado delas em detalhes em muitos outros lugares, mais completamente no capítulo 4 de Aqinas.)

Um problema com muitas alegações feitas pelo reducionismo materialista, então, é que eles repousam em um conceito de relações parte-para-todo em substâncias materiais que é (na visão A-T) falsa ao longo de todo o tabuleiro, não meramente onde o relacionamento mente-cérebro está relacionado. É falso dizer que uma árvore “nada mais é” que uma coleção de raízes, tronco, folhas, seiva, etc., mesmo que uma árvore, é claro, tenha estas partes. É falso dizer que um triângulo “nada mais é” que as partículas de tintas que fazem suas linhas, que uma palavra “nada mais é” que as marcas materiais que compreendem seus símbolos, ou que uma pintura “nada mais é” que as pinceladas de cor que o pintor colocou na tela, ainda que estes objetos também tenham as partes em questão. E é falso dizer que a mente “nada mais é” que uma coleção de processos neurais, mesmo que processos neurais de fato estejam por baixo de todas as nossas atividades neurais. (Você não precisa ser um teorista A-T para ver isto, a propósito. Veja M. R. Bennett e P. M. S. Hacker, Philosophical Foundations of Neuroscience para uma cuidadosa crítica deste conceitualmente descuidado e falacioso pensamento que permeia muita da discussão filosófica e “científica” sobre o cérebro.)

Agora, desde que A-T está comprometido com um tipo de dualismo, apesar de ser de variedade hilemórfica – e portanto, mantém que operações intelectuais não tem órgão corporal – pode parecer surpreendente que eu deva dizer que “processos neurais de fato estão por baixo de todas as nossas atividades mentais”. Mas é exatamente isto o que de fato o dualista hilemórfico afirma. A razão é esta. Mantenha em mente primeiro de tudo que tudo que A-T trata sensação e imaginação – aqueles fenômenos “mentais” que temos em comum com outros animais inferiores, e que são caracterizadas pelo que filósofos contemporâneos chamam “qualia” – como corporal ou física em natureza, em em certo sentido inteiramente material. Para se certificar, A-T tem uma concepção de matéria diferente da que os materialistas têm. Por exemplo, A-T não mantém que as únicas propriedades da matéria são aquelas descritas pelo físico moderno. Mas o ponto relevante para os presentes propósitos é que A-T não trata sensação e imaginação per se como envolvendo alguma espécie de órgãos propriedades imateriais, tudo que sobrevive à morte do corpo, ou qualquer coisa que nos distinga de bestas.

O que nos distingue do bruto e implica imaterialidade é nosso entendimento de conceitos ou ideias universais. Uma razão pela qual pensamento conceitual não pode ser material é que conceitos e as ideias que os caracterizam são abstratas e universais, enquanto objetos e processos materiais não inerentemente concretos e particulares; outro é que conceitos e pensamentos que os caracterizam são (pelo menos algumas vezes) exatos, determinados e inambíguos, enquanto objetos e processos materiais são inerentemente inexatos, indeterminados e ambíguos quando eles são associados com o conteúdo conceitual afinal. Há outras razões também. (Estes são assuntos que eu abordei muitas vezes. para um tratamento mais detalhado, veja os capítulos seis e sete de Philosophy of Mind e, mais uma vez, o capítulo quatro de Aquinas. Alguns posts relevantes podem ser encontrados aqui e aqui. E veja também os artigos de James Ross, “Immaterial Aspects of Thought” and David Oderberg, “Concepts, Dualism, and the Human Intellect”.)

Sendo no mais tudo igual, dado que a alma na qual o intelecto é um dos poderes é por sua natureza orientado para o corpo, no qual é a forma, o intelecto humano – ao contrário do intelecto dos anjos, que são semelhantes às substâncias imateriais cartesianas – requer atividade corporal como condição necessária para sua operação ordinária, ainda que não seja uma condição suficiente. Por um lado, ela requer que existam órgaos sensoriais para gerar as sensações a partir das quais “fantasmas” ou imagens mentais podem sor derivadas, a partir das quais por sua vez o intelecto pode abstrair conceitos. Mas também (e mais para o ponto presente) requer que existam órgãos capazes de gerar fantasmas ou imagens mesmo após a sensação ter cessado; quer dizer, ela requer os processos neurológicos por detrás da imaginação. Pois mesmo que nosso conceito de um triângulo (por exemplo) não é e nem pode ser identificado com qualquer imagem de um triângulo — tal imagem sempre terá características que faltam no conceito, estritamente se aplicará apenas a alguns tiângulos enquanto o conceito se aplica a todos, pode ser vago em certos aspectos, e assim por diante — não obstante somos incapazes de receber o conceito de um triângulo sem ao mesmo tempo formaralguma imagem de algum tipo (uma imagem mental de um triângulo, ou a observação ou o som da palavra “triãngulo”, ou o que seja).

Uma analogia útil seria a concepção de Frege sobre o relacionamento entre proposições e sentenças. Uma proposição não pode ser identificada com uma sentença; por exemplo, a proposição que a neve é branca não pode ser identificada com a sentença “A neve é branca”, porque um falante de alemão em vez de português poderia expressar exatamente a mesma proposição usando a sentença “Schnee ist weiss”. Porém, ela também não pode ser identificada com nenhuma outra sentença ou coleção de sentenças, desde que a proposição de que a neve é branca era verdadeira antes mesmo de qualquer linguagem vir a exisir, e permaneceria verdadeira ainda que toda linguagem deixasse de existir. Resumindo, proposições não são entidades linguísticas. Tudo mais sendo igual, elas não podem ser assimiladas por nós exceto por meio de entidades linguísticas. A proposição que a neve é branca não é idêntica à “A neve é branca” ou “Schnee ist weiss”, mas você não pode apreendê-la sem apreender qualquer uma dessas sentenças, ou uma sentença em alguma outra linguagem. Como Frege coloca em seu paper “The Thought”: “O pensamento, ele próprio imaterial, se reveste da vestimenta material de uma sentença e por meio disto se torna compreensível para nós”. (Frege está usando “pensamento” aqui para referir-se a uma proposição, i.e. ao conteúdo de um “pensamento” no sentido mentalístico do termo.)

Agora, ao contrário de Frege, Aristóteles e Aquino não são realistas platonistas. Mas eles são realistas moderados, e afirmariam algo como o ponto básico de Frege. Não apenas as proposições que nós apreendemos tendo pensamentos, mas os pensamentos em si, são imateriais e distintos de quaisquer imagens visuais ou auditivas que nós pudessesos formar de sentenças particulares. Mesmo assim nós achamos impossível apreender uma proposição, e portanto ter um pensamento, sem também formar ou imagens ou sentenças ou alguma outra imaginação. E na visão de aristóteles e Aquino, toda imaginação é, como eu tenho dito, corpórea e portanto material. Como Aquino conclui no Livro I capítulo 2 de seu “Comentário ao De Anima de Aristóteles”, “desde que não se pode ter uma imaginação sem ter um órgão material, parece claro que não pode haver operação intelectual sem a operação da matéria” (como traduzido por Robert Brennan na pg. 192 de sua Psicologia Tomista).

Portanto o teorista A-T afirma que sempre haverá algum correato material à atividade normal do intelecto humano — não como uma concessão relutante forçada em uma teoria por causa do sucesso da neurociência, mas, pelo contrário, precisamente como a predição da posição A-T como ela tem sido entendida desde o princípio. Fossem Aristóteles e Aquino familiares com os tipos de descobertas neurocientíficas freneticamente cornetadas pelos materialistas como se elas devessem ser um abalo para o dualista, eles responderiam, dando de ombros: “Mas é claro. Eu bem que disse.”

O que o A-T nega, novamente, é que e o nível neurológico de descrição, apesar de necessário, não pode nem mesmo bastar para abordar a atividade intelectual. Sempre haverá em princípio alguma degradação entre os fatos da neurociência e os fatos sobre o conteúdo de nossos penasmentos — algo que até mesmo materialistas como W. V. Quine e Donald Davidson afirmaram em bases filosóficas, e psicólocos como Kagan afirmaram com bases empíricas. Para o A-T, a principal razão, como eu tenho dito, tem a ver com o contraste entre o caráter determinado e universal do pensamento conceitual e a natureza particular e indeterminada do processo material — veja o artigo de Ross, anotado acima, para uma apresentação especialmente poderosa deste ponto.

Este, incidentalmente, é o porquê de um teorista A-T está despreocupado pela evidência neurocientífica pela possibilidade em princípio da “leitura de mentes”, que geralmente ganha atenção na mídia popular. Invariavelmente, nós somos informados que pelo menos certos tipos de estados mentais podem ser lidos da evidência neurológica com um grau de exatidão que é ao mesmo tempo surpreendente alto e consideravelmonte menos que absoluto. Para o A-T, é exatamente isto que deve ser esperado. Se um “fantasma” ou imagem é material, tal que nós podemos em princípio determinar neurologicamente que você está apreendendo tais e tais fantasmas, então as circunstâncias sob as quais você está fazendo isto podem fazer provável que você também esteja apreendendo pensamentos da espécie tipicamente associado com tais fantasmas. Mas probabilidade é o máximo que se pode obter dada a degradação entre os fantasmas ou a imaginação por um lado, e o conteúdo conceitual do outro — especialmente quando o conteúdo conceitual abstrai consideravelmente de qualquer coisa que possamos imaginar, assim como ocorre quando estamos pensando sobre coisas por demais removidas do que podemos diretamente experimentar.

O fato é que o dualismo hilemórfico aristotelista-tomista é a teoria mais claramente consistente com toda a evidência filosófica e neurocientífica. Dualismo cartesiano não é refutado por tal evidência, mas tem que recorrer a medidas indiscutivelmente ad hoc a fim de evitar certas dificuldades (o problema da interação, o fato que certas vezes estamos totalmente inconscientes, e por aí vai). E não existe absolutamente nada na evidência neurocientífica para apoiar versões redutivas do materialismo contra o dualismo de propriedades ou o A-T. Em argumentos para o preferido reducionismo materialista destas alternativas dualistas, todo o trabalho é feito por suposições metafísicas e metodológicas em vez da evidência empírica — por apelos espúrios à Navalha de Ockham, digamos, ou à ilusão que “tudo mais foi explicado em termos materialistas”. (Eu digo que o apelo à navalha de Ockham neste contexto é espúrio, porque os principais argumentos para o dualismo não são “hipóteses explanatórias” probabilísticas para as quais considerações de parcimônia são irrelevantes; elas são, de fato, tentativas de uma demonstração estritamente metafísica. Veja os posts de Churchland anexados acima para mais sobre o assunto. E eu digo que a alegação que “tudo mais foi explicado em termos materialistas” é uma ilusão por razões estabelecidas aqui, aqui e aqui, e em posts sobre Jackson e Chomsky anexados acima.)

É claro, dualistas de propriedade, como os teoristas A-T, percebem que os níveis mental e neurológico de descrição são muito mais próximos que os dualistas cartesianos supõem; enquanto materialistas não-redutivos como Davidson ao menos percebem que eles não são tão próximos como materialistas redutivos supõem. Mas cada uma das duas visões ainda sofre dos análogos dos problemas que encaram as mais extremas versões do dualismo e do materialismo. Por exemplo, eles ambos enfrentam o problema do epifenomenalismo, que segue de sua insistência mecanicista comum que toda causação seja entendida no modelo de causação eficiente. Dualismo hilemórfico é o verdadeiro meio entre os extremos, uma visão que tem as vantagens das outras sem as suas dificuldades.

Então por que suas virtudes não são reconhecidas mais abrangentemente? As razões usuais: Há, primeiro, a falta de familiaridade da média acadêmica da filosofia contemporânea com o que os antigos e medievais realmente pensavam. Segundo, existe uma posição dogmática ideológica que a revolução mecanicista moderna anterior — sua negação das causas formais e finais aristotélicas — tem ocupado na na vida intelectual moderna, apoiado pelo totalmente desmerecido prestígio que esta revolução tem herdado do sucesso da ciência empírica. (Para detalhes, leia The Last Superstition.) E terceiro, existe o igualmente dogmático e ideológico naturalismo que se sustenta nas costas dos primeiros dois fatores. Como Burge escrevera em outro contexto:

A torrente de projetos nas últimas duas décadas que tentam encaixar causação mental ou ontologia mental em uma ‘figura naturalística do mundo’ me atinge como tendo mais em comum com ideologia política ou religiosa do que com uma filosofia que mantém a perspectivana diferença entre o que é conhecido e o que é especulado. Materialismo não é estabelecido, ou muito menos suportado, pela ciência. (“Mind-Body Causation and Explanatory Practice,” in John Heil and Alfred Mele, eds., Mental Causation, na pg. 117)

NT1 – Against Neurobabble é o título original. De acordo com o WordNet, babble é algo referente a falar bobagens ou falar de maneira incompreensível, como o gugu-dadá de um bebê. Resolvi dar um toque de humor típico deste péssimo blogueiro, traduzindo como Neuro-bobagem

METAAutor: Edward FeserSite: http://edwardfeser.blogspot.com

Título Original: Against Neurobabble

Fonte: http://edwardfeser.blogspot.com.br/2011/01/against-neurobabble.html

Tradução: Carpinteiro do Universo

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